Estética Genital Feminina
Estética Genital Masculina

Cirurgia de Varizes

       As varizes são dilatações venosas, sem função, que aparecem nas pernas, que acontecem, fundamentalmente, por cinco fatores: o mais importante deles é a hereditariedade. Os outros são o fumo, o anticoncepcional, a obesidade e o fato de trabalhar muito tempo em pé ou sentado.

       Uma veia varicosa é uma veia dilatada. Costumamos dizer que uma veia varicosa é como um elástico que dá de si. A malha muscular que envolve a veia se esgarça provocando sua dilatação. Com isso vem a dor, o peso nas pernas, câimbras, formigamento e inchaço que é maior no período menstrual ou depois de um dia de trabalho. Além das queixas que elucidam o diagnóstico, se consegue diferenciar uma veia varicosa de uma veia normal pela palpação ou pela simples visualisação.

       Podemos dizer que tratar as varizes é muito complexo. Envolve o combate ao excesso de peso, uma atividade física regular e a elevação das pernas nos períodos de descanso.

       Além da estética, que muito incomoda as mulheres que se vêem privadas de usar saia, o simples fato de possuir veias varicosas pode resultar no desenvolvimento de erisipela ou linfangite (inflamação da pele ou da camada que fica abaixo dela), flebite (inflamação da veia) ou trombose (formação de coágulo de sangue dentro da veia) sem falar na temida úlcera varicosa (ferida nas pernas) Para cada problema existe um tratamento diferente seja ele clínico ou cirúrgico. O importante é não esperar. Portanto, o tratamento precoce das varizes pode impedir uma série de complicações.

       A época mais favorável é a que o paciente pode ou deseja. Não existe uma época adequeda. Com as técnicas utilizadas hoje, em qualquer época do ano pode se realizar tanto a cirurgia quanto a escleroterapia sem nenhum prejuízo ao paciente.

       A cirurgia convencional é sempre realizada com anestesia peridural. Entretanto, não há pontos ou fica qualquer cicatriz maior. Quanto à anestesia geral, não se usa mais para a cirurgia de varizes.

       A cirurgia a laser, que realizamos pela primeira vez no ano de 2000 no Estado, é dedicada à pacientes com varizes de até 0,5cm de diâmetro. A cirurgia convencional fica para os trajetos mais grossos. Entretanto, mesmo para varizes maiores, o resultado estético é bastante satisfatório, com microincisões, que não necessitam pontos e deixam cicatrizes quase imperceptíveis.

       A recuperação sempre dependendo de cada caso, em geral se dá em torno de 7 a 10 dias e, em 15 dias, o paciente já retoma sua atividade normalmente.

       As feridas, chamadas de úlcera de estase venosa ou úlcera varicosa, são provocadas pelas varizes. Portanto, se não for realizada a cirurgia, a ferida dificilmente fechará ou fechará e abrirá num ciclo cada vez maior. A cirurgia com a ferida aberta, não traz qualquer inconveniente se realizada por mãos habilitadas. Em nossa experiência, temos um resultado positivo que passa de 80%, sem a necessidade de enxerto de pele.






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Luz Pulsada

       Esta terapêutica gera calor na pele, que atinge vários tipos de alvo: a melanina (sardas), os vasos sanguíneos (hemangiomas, microvarizes da face, colo, virilhas e membros inferiores), além de provocar um aumento na formação de colágeno (flacidez e rugas em baixo ventre e períneo) e realizar a epilação.

       Sendo assim, o tratamento inicia-se de forma superficial, para combater as lesões superficiais, como as sardas e microvarizes.




       Posteriormente, se aprofunda, para estimular a produção de um novo colágeno, proporcionando um melhor aspecto da pele. O tratamento varia de 2 a 8 sessões, com intervalo médio de 15 dias a um mês entre elas.

        É praticamente indolor, com relato de leve desconforto pelo calor, e o paciente pode retornar às suasatividades logo após a sessão.

 

 

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DISFUÇÃO ERÉTIL ou IMPOTÊNCIA
Duas expressões para um mesmo problema

       O que até bem pouco tempo era conhecido como Impotência, convencionou-se chamar de Disfunção Erétil. De qualquer maneira, não interessa o nome que se dê ao “fantasma”. O que se sabe é que ele existe e assusta uma legião de homens em todo o mundo.

       Cerca de 48% dos homens entre 40 e 70 anos já foram atingidos pela Disfunção Erétil.

       Estima-se que cerca de 8 milhões de brasileiros são acometidos por este problema que não tem sua importância devida graças ao machismo da sociedade ocidental. É mais do que isso.

       A Disfunção Erétil age no íntimo de cada homem, na sua masculinidade, no instinto do macho que, por uma alteração qualquer da natureza, não consegue mais satisfazer o seu prazer, exercer sua virilidade ou seu desejo de preservação da espécie.

       Esta parte tão complexa da medicina, onde vários fatores têm influência, requer uma abordagem cautelosa . É certo que cada homem que procura um consultório médico vai atrás de uma resposta ágil. O Viagra veio solucionar uma série de disfunções de origem psicológica e vascular, onde a necessidade de produzir a ereção é pequena. Mas o que fazer com pacientes que, mesmo com o Viagra, não atingem a ereção plena ou não querem ficar tomando o medicamento o resto da vida?

       O período “pós-Viagra” incentivou uma série de pesquisadores a voltar para uma análise integral deste problema tão complexo. O objetivo inicial do diagnóstico é identificar se a disfunção é de origem psicogêncica, orgânica ou mista. Uma conversa criteriosa e calma sobre a situação sexual, psicossocial e médica de cada paciente dá, na maioria das vezes, o caminho a ser seguido. A partir daí, exame físico e exames complementares vão definir o tratamento a ser instituído.

       O Sildenafil (Viagra), o Vardenafil (Levitra) e o Teldanafil (Cialis) melhoraram sensivelmente o desenvolvimento orgânico destes pacientes mas não conseguem interferir em seu psiquismo. A quase totalidade dos centros de estudo no mundo inteiro associa a PSICOTERAPIA às outras técnicas para a solução deste problema. Além disso, a participação da companheira tem um significado importantíssimo na medida em que o problema tem de ser encarado de forma médica e na cumplicidade do casal e não como uma perda da masculinidade.

       Deve ser realizada uma avaliação minuciosa do sistema venoso e arterial da região inguinal, plexo pudendo e das artérias que dão irrigação ao pênis para identificar se existe a necessidade de algum procedimento cirúrgico mais adequado.

Muitas vezes a pouca irrigação do pênis pode ser o sinal inicial de uma doença vascular mais grave como no coração ou no cérebro.

       Pacientes diabéticos apresentam como primeiro sinal de alteração vascular a dificuldade de ereção. Daí a importância de um exame completo para que, se necessária, a colocação de implantes penianos seja a melhor conduta. Chamadas próteses penianas, seu objetivo é simular uma ereção, não alterando a sensibilidade, o orgasmo ou a ejaculação. São colocadas, geralmente, sob anestesia local assistida, não requerendo internação hospitalar e o paciente pode voltar às suas atividades cerca de uma semana após o procedimento e as relações sexuais são liberadas em cerca de 30 dias.

       O que mudou na abordagem da disfunção erétil é a abordagem ao paciente como um todo onde tão importante quanto o seu bem estar orgânico é o seu bem estar psíquico. Ele deve sentir-se seguro para relatar ao médico suas ansiedades mais íntimas. E o médico, por sua vez, deve ter a percepção para escutá-lo pacientemente e identificar qual o melhor caminho para a resolução deste difícil problema masculino.

quando em ereção:   quando em flacidez:
 

 


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HIPERIDROSE

Nos vinte anos do desenvolvimento de minha profissão tenho presenciado muitos casos de hiperidrose, nos mais variados segmentos do corpo humano.

Na verdade, a Hiperidrose é uma patologia muito freqüente na raça humana. Algumas partes do nosso corpo apresentam uma sudorese demasiada. Uma região onde o número de glândulas sudoríparas é maior ou secretam em maior quantidade determina, na grande maioria das vezes uma inconveniência social ou no trabalho muito significativas acarretando um aumento na ansiedade do paciente e conseqüentemente mais sudorese.

É assim na face, ou nas axilas, ou nas mãos ou nos pés ou em todos os lugares. Acompanhadas ou não de odor desagradável e fissuras na pele com presença de fungos ou bactérias. É verdade também que, na sua grande maioria, os casos são facilmente tratados com pós ou desodorantes a base de hidróxido de magnésio, antifúngicos e bactericidas.

Mas quando o constrangimento se mostra grande o suficiente a ponto de não poder cumprimentar uma pessoa, ou não poder calçar meias, ou suar em profusão pela face ou axilas molhando camisas e camisas nos dias de verão, se impõem um tratamento para essas pessoas.

Dizer que a hiperidrose tem componente de ansiedade é verdade. Entretanto, a ansiedade é fator adicionador e não o principal haja vista que crianças ainda em idade pré-escolar, podem apresentar episódios sem nenhuma motivação angustiante. A combinação genética ainda parece a mais aceita e a ansiedade entraria como uma impulsionadora desta verdadeira “bola de neve”. Ou seja, sua, fica ansioso, sua mais, fica mais ansioso, sua mais ainda e assim sucessivamente.

O tratamento depende muito de uma avaliação segura do profissional. Pois importa a área e as suas correlações com o resto do organismo.

Não temos experiência alguma com medicações por via oral para tratamento da hiperidrose. Não usamos antidepressivos ou ansiolíticos como coadjuvantes. Não acreditamos que estas drogas tenham efetiva utilidade na redução das queixas além da quantidade secundária de efeitos.

Além da aplicação de talcos específicos recomendamos como terapia de escolha o uso da Toxina Botulínica em doses específicas e previamente estudadas.

A resposta da Toxina Botulínica tem sido muito satisfatória. Além de rápido é seguro. O desconforto da sudorese desaparece já njos primeiros dias e a auto-estima dos pacientes é flagrantemente melhorada. O tempo de duração do tratamento é de cerca de 8 a 10 meses tendo, a cada aplicação uma demora maior ao retorno das queixas.

Estamos desenvolvendo trabalho pioneiro de associação da LIP-Luz Intensa Pulsada ao uso da Toxina Botulínica em casos previamente selecionados, com promissores resultados.

Para os casos mais severos, a cirurgia ainda é uma alternativa a considerar. Até os anos 90 era necessária a ressecção (retirada de um pedaço) de costela para, descolando o pulmão chegar até os gânglios simpáticos torácicos para providenciar a Simpatectomia. Hoje, a Simpatectomia VideoEndoscópica é uma realidade, onde mínimas incisaões são realizadas para a colocação das cânulas, o paciente pode ter alta no mesmo dia do procedimento.

A Simpatectomia é a retirada de determinado grupo de gânglios (núcleos específicos) da cadeia simpática que acompanha lateralmente à esquerda e à direita a coluna vertebral. A retirada desses gânglios provoca uma vasodilatação e consequente diminuição da produção das glândulas sudoríparas. A técnica que aprendemos, com o Prof. Dr. Haroldo Paiva, mesmo com uma incisão de cerca de 8cm, dava um efeito estético razoável por ser realiza sob a axila. Preconizava uma redução significativa na quantidade de gânglios a serem tirados, partes de T2, T3 ou até T4, técnica comprovada por vários trabalhos posteriores, minimizando com isso os efeitos colaterais e a sudorese de resposta, presente em alguns casos.

Obs.: A Simpatectomia foi uma técnica muito utilizada na Cirurgia Vascular em seu início, onde o conhecimento de uma abordagem adequada à circulação ainda não existia. Hoje é cada vez menor o número destas cirurgias. Entretanto elas ainda têm seu lugar de destaque em algumas patologias específicas das doenças vasculares. E em especial, a Simpatectomia Lombar no Brasil tem seu nome associada a Arthur Michelberg, Professor Emérito de Medicina no Rio Grande do Sul.